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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Robalation Podcast #005



Tivemos uma segunda-feira aí sem a meia-horinha semanal de música legal aqui no blog. Mal aê! Mas o Robalation Podcast está de volta, vê só o que rola nesse - é só dar o play e a música começa a tocar, sem enrolação nenhuma. Vai nessa!

 1 - Calle 13 - Vamo' a portarnos mal
Conheci o Calle 13 no ano passado, quando estive em Santiago. Estava procurando programação para uma das noites que passei por lá e vi que tocariam na maior casa de shows da cidade. Acabei não indo ao show, mas me interessei pelo que li deles e baixei um de seus discos. São de Porto Rico, liderados pelos meio-irmãos René Perez Joglar e Eduardo Cabra e muito famosos por toda a América Latina - tirando o Brasil, claro. São muito engajados politicamente (li em matérias dos jornais chilenos na época que fizeram homenagens no show na cidade aos estudantes chilenos que, na época, estavam em greve por melhoras na educação pública) e, pelo que ouvi, fazem principalmente rap em cima de bases que passam por diversos estilos, como jazz, salsa, cumbia e por aí vai. Essa música que escolhi, na verdade, é bem diferente das outras do disco Entren los que quieran, de 2010. Mas gostei bastante, do som e da letra.

2 - Banda Conmoción - Presentación
Outra banda que conheci quando passei por Santiago. Dessa nem vou falar muito agora, pois até já publiquei sobre eles aqui no blog.

3 - Jolly Boys - Rehab
Mantendo o clima latino, mas agora sem nada a ver com minha viagem ao Chile. Os Jolly Boys são uma das bandas mais clássicas de mento - ritmo ainda anterior ao ska, rocksteady e reggae - da Jamaica, na ativa desde os anos 50, e entraram nessa de regravar músicas conhecidas do universo pop-rock em um disco de 2010, Great expectation.

4 - Ska Cubano - Tabu
Do mento para o ska. O Ska Cubano, na verdade, é uma banda baseada em Londres. Pelo nome, dá pra entender já qual é a deles: misturar o ska com os ritmos mais tradicionais em Cuba.

5 - Noriel Vilela - Saudosa Bahia
Pra quem não entendeu o refrão em espanhol de Tabu, eles cantam sobre Ifá, Oxum, Obatalá, Xangô e Iemanjá. Não é o caso desta música que escolhi, mas é o tipo de tema que aparece muito nas letras de Noriel Vilela, cantor com voz supergrave que morreu repentinamente logo depois do lançamento de seu único disco solo, Eis o ôme, de 1968 - um de meus discos preferidos de todos os tempos. Foi neste disco que ele gravou sua versão de 16 toneladas, que fez sucessinho uns anos atrás redescoberta pelo Funk Como Le Gusta.

6 - Zeca Pagodinho - A Rita
E como passamos à música brasileira, esta entra no clima dos shows de Chico Buarque no Rio (ainda não fui, mas o ingresso está comprado!). Escolhendo o que ia entrar no podcast, achei meio sem querer esta versão do Zeca Pagodinho pra uma das músicas do primeiro disco do Chico.

7 - Nara Leão - Com açúcar, com afeto
Mais uma do Chico cantada por outro - mas esta versão já é um clássico, provavelmente mais conhecida do que a gravação com o próprio Chico cantando. Acho que é a primeira dele escrevendo no papel da mulher, coisa que ele ficou conhecido por fazer como ninguém.

8 - Tulipa Ruiz - PedrinhoDe uma das cantoras mais consagradas da MPB (bicho, que frase horrível!) para um dos nomes que mais têm chamado atenção na nova MPB (putaqueopariu, pior ainda). O disco da Tulipa apareceu num monte de listas de "melhores do ano" de 2010 e, vejam vocês, eu concordo com elas.

9 - Autoramas - Rei da Implicância
E se Tulipa apareceu nas listas de 2010, vi alguns citando o disco novo dos Autoramas entre os melhores de 2011. Mas essa música não tirei do Música crocante, mas do Acústico MTV que eles gravaram em 2009.

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