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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Como foi: 29/1/2010, Orquestra Brasileira de Música Jamaicana no Circo Voador - abertura: Don Robalo


2010 começou para o Don Robalo com o pé direito. Nossa estreia no ano também foi a primeira vez da banda no Circo Voador, a casa dos melhores shows do Rio de Janeiro. Estávamos muito felizes só de tocar por lá, e a coisa ficou bem melhor ao ver tantos rostos conhecidos na plateia - só podemos agradecer a todos que estiveram por lá para nos ver.

O hábito carioca, claro, prevaleceu: a maior parte da galera que esteve por lá para assistir à Orquestra Brasileira de Música Jamaicana ficou bebendo em frente ao Circo Voador, comprando a cerveja mais barata dos isopores da Lapa e esperando a hora do show principal para entrar - afinal, de fora dá pra ouvir o que acontece lá dentro. Talvez fosse um pouco diferente se a promoção de dose dupla de chopp até às 23h fosse melhor divulgada. De qualquer forma, o público foi crescendo durante o nosso show, e a recepção da galera toda foi muito boa. Esperamos mesmo que todos tenham se divertido tanto quanto nós.

Houve um certo perrengue inicial, quando minha guitarra - com a qual eu havia feito a passagem de som sem problemas, afinada no camarim minutos antes - resolveu não funcionar na hora de iniciar o show. A banda entrou tocando a introdução com A praieira e a guitarra simplesmente recusou-se a funcionar. Por sorte, o pessoal do Circo - todo muito gente boa - rapidamente providenciou uma guitarra sobressalente e eu pude tocar, entrando no meio da mais longa introdução de show que já se viu por aí. Depois disso, foi só felicidade até o final.

Início de ano, pré-temporada curta, sabem como é - o setlist não teve novidades, mantivemos a base vencedora de 2009. Vejam:

- Introdução com A praieira (Chico Science e Nação Zumbi)
- Sábio da montanha
- Incorrigível
- Unchain my heart (Ray Charles)
- Canção de vida própria
- Deixe isso pra trás
- Coisas pequenas
- Old friend (Rancid)
- Não quer dizer nada
- Devil in disguise (Elvis Presley)
- Algo aprendi
- Sem compromisso (Chico Buarque)
- Suspeito


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Temos que comentar ainda sobre o sensacional show da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana. Conseguiram encher a casa e botar todo mundo pra dançar o tempo inteiro.

A fórmula é mesmo infalível: temas conhecidos, levados na maior parte por um naipe de metais poderoso, que é o que mais chama a atenção do povão; e, por trás, pra realmente levar a galera a mexer o corpo, uma cozinha funcionando com perfeição, tocada por gente que conhece pra valer o ska e seus parentes próximos jamaicanos. Em um momento do show, chegaram a ameaçar uma levada que não era nem Jamaica, nem Brasil, nem ska, nem samba - era a união dos dois, que eu sei que tem uma galera por aí tentando fazer. Naquela hora, uma música só, a OBMJ ensaiou a fórmula; tá faltando pouco pra alguém chegar lá (em busca da batida perfeita, sabe qualé?). Só é pena que eles não pareçam querer dar este salto nas músicas próprias que entram no setlist, que seguem só os bons padrões jamaicanos de ska.

Enfim: rolou Adoniran Barbosa, Chico Buarque, Tom Jobim, Jorge Ben, Pixinguinha, uma bela seleção. No final, antes do bis, minha parte preferida: um medley misturando temas instrumentais consagrados dos ska, começando pela introdução de metais de Simmer down, a uma porção de marchinhas de carnaval. A minha impressão é de que, se os caras fossem aqui do Rio, estariam fazendo temporadas de shows semanais lá pelo Circo mesmo. Ia bombar.

Em breve a gente solta pra vocês fotos e vídeos do nosso show. Por enquanto, cês podem ver como começou o deles, com O Guarani:

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