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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Carnaval com Roberto Carlos e outras dicas

Um bloco específico chamou a atenção no carnaval passado aqui no Rio: o Exalta-Rei, que levou para as ruas da Urca as músicas de Roberto Carlos. Pensei em ir, acabei escolhendo outra opção, mas muita gente comentou sobre o bloco - principalmente porque conseguiram que o próprio Rei chegasse em sua varanda pra dar um oi pra galera. Olha só:




Este sábado, tive a oportunidade de ir ver o Exalta-Rei tocando na festa Superbrazooka, no Teatro Odisseia. Eu nem sabia, mas o bloco se tornou mais um - como Empolga às 9, Mulheres de Chico e tantos outros - a colocar seu repertório em formato de show pra animar noites na Lapa. Todos de azul, o vocalista com um quepe de marinheiro que deve fazer referência aos famosos cruzeiros com o Rei. E rapaz, não é que a parada é interessante?



Não sou dos maiores fãs de Roberto Carlos não. Mas eles souberam ir pinçando várias boas do enorme repertório do cara, nos lembrando que, antes de se tornar um Amado Batista com grife, ele escrevia refrões como "será que tudo o que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda?" - e olha que essa aparece no show misturada com uma do Michael Jackson.






Sim: apesar de bloco de carnaval, eles não colocam todas as músicas num formato samba ou marchinha não. No meio das canções do Rei, aparecem citações black americanas, um Stayin´ alive no meio - bem bacana. O vocalista é bom, os metais mandam bem e, é claro, o show é cheio daquelas que todo mundo sabe cantar junto, nem que seja ao menos o refrão. Rola até Jesus Cristo.


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Antes do Exalta-Rei, fui ver meu único filme no Festival do Rio: Antes que o mundo acabe, estreia na direção de Ana Luiza Azevedo. É um tipo de filme pouco comum por aqui, mas o pessoal da Casa de Cinema de Porto Alegre consegue fazer essas coisas: produções com histórias novas, sem grandes pretensões filosóficas e com potencial comercial - mas nada de clichês fáceis demais, figuras globais chamando a atenção no poster ou qualquer outra saída molezinha pra estourar. E sempre conseguem colocar a cara dos gaúchos ali, nas gírias, nos hábitos dos personagens, mas de maneira natural, sem que isso afaste quem não é de lá.

A história é sobre um menino que descobre que o melhor amigo tá dando em cima da namorada, que ainda por cima corresponde. Começa a receber cartas do pai que nunca conheceu e virou fotógrafo, batendo perna pelo mundo. O melhor amigo é acusado pela escola de roubar um computador, talvez por culpa sua. Ele não sabe bem o que faz - nem com a namorada, nem com o amigo, nem com o pai. 



A história é difícil de explicar assim em poucas linhas e não quero deixar o texto muito maior do que isso. Mas recomendo bastante - parece que entra em cartaz mesmo lá pra abril.


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Duas dicas: amanhã tem Guanabara Ska-Club na Drinkeria Maldita; hoje tem Djangos na Lona de Jacarepaguá. São dos meus shows de bandas independentes preferidos aqui no Rio. Quem puder, aproveite.



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comprou seu ingresso ou colocou seu nome na lista amiga pro show do dia 17?

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