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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Barcelona 2008, Rio 2010?

Não sou muito de fazer essas listas de "melhores do ano", nunca lembro o que foi no ano anterior, o que foi nesse, enfim, não funciona. Mas, muito provavelmente, Vicky Cristina Barcelona foi o melhor filme que assisti em 2008. Divertido, esperto, te surpreende várias vezes e dá vontade de tomar vinho e ir à Espanha o tempo todo. Woody Allen é o cara.

E, pra completar, ainda tem uma trilha sonora bem maneira, recheada de violões espanhóis, coisa fina. Mas o que ficou na minha cabeça mesmo foi a musiquinha que toca na abertura e se repete mais algumas vezes ao longo do filme. Era um violãozinho no contratempo, facilmente transformável num ska, a voz da mulher singelinha por cima, entra um sopro que não sei bem o que é... Simples, certeiro e eu me pego cantando até hoje. Porque tanto perderse, tanto buscarse, sin encontrarse...





Daí fui pesquisar e a música é de Giulia y Los Tellarini - clica pra ouvir no MySpace. Baixei o disco por aí e é até interessante, sempre com o instrumental acústico juntando música latina com alguma coisa de jazz e sei lá mais o quê. Mas os melhores momentos são mesmo as canções mais animadinhas, como Barcelona, a tal música-tema do filme.

A história que tem lá no MySpace deles é de que ainda não tinham lançado o seu primeiro disco, Eusebio, quando uma cópia caiu na mão de Woody Allen enquanto ele filmava na Espanha.  Nessa, ele acabou se amarrando e puxando pra trilha do filme, o que obviamente está dando um belo impulso a esse início de carreira da banda.

Mas vejam vocês que corre por aí que Woody Allen pode vir fazer um filme no Rio de Janeiro em 2010. Depois dessa historinha de Barcelona, imagina a quantidade de disquinhos de banda iniciante brasileira não cairia na mão do cara assim que ele desembarcasse no Galeão.

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